segunda-feira, 19 de março de 2012

Salmo 133

 
 
OS IRMÃOS:

Quando o Salmo 133, sugere "...que os irmãos vivam em união... " estamos traçando um programa de convivência amena e construtiva, e se voltarmos no tempo, veremos que a palavra " irmão " se revela uma necessidade entre os homens e era mesmo. Com toques divinos, não menores necessidade que temos dela hoje, basta que encaremos o panorama humano dos nossos dias atormentados pelas divergências e alimentados pelo ódio mais profundo, ganância e conquista sem escrúpulo.

O ÓLEO:

Deus escolhe Aarão e seus filhos para o sacerdócio, determinando o modelo, o material para a confecção das vestes e demais elementos que seriam usados para o ofício sacerdotal. A descrição dos elementos que deveriam compor o " óleo precioso ": Em 1 him (6 litros) de óleo de oliva, 500 siclos da mais pura mirra, 250 siclos de canela aromática, 250 siclos de cálamo aromático, 500 siclos de cássia e mais especiarias, tudo composto por um mestre perfumista.
Diz um historiador que estas especiarias custavam caríssimo, pois procediam de diversas regiões e de outros países. Depois de feita e mistura, passava tudo por um processo de refinamento e depuração, de modo que os seis litros iniciais se resumiam, no final, em cerca de 600 gramas. Assim, os 1.500 siclos citados, mais o preço de outras especiarias não determinado, podemos calcular que as 600 gramas finais do " óleo precioso, hoje no mercado não teria perfume de igual valor financeiro. " Além disso, o óleo precioso era para ser usado unicamente pelo Sacerdote, para santa unção, uma única vez por ano, quando o Sumo Sacerdote adentrava o Santo dos Santos. E quem se atrevesse a compor um perfume como aquele, seria extirpado do meio do povo. A fórmula era segredo da tribo de Levi, a tribo dos sacerdotes e transmitida às gerações seguintes. Dizem que quando o sacerdote usava algumas gotas sobre sua cabeça, a fragrância se exalava por todo o ambiente, por muito tempo e se estendia até o pátio externo.

AARÃO:

O membro destacado da tribo de Levi, irmão mais velho de Moisés e seu principal colaborador, possui um peso próprio na tradição bíblica, devido ao seu caráter de patriarca e fundador da classe sacerdotal dos judeus. Aarão, Moisés e o seu povo, libertados do julgo dos egípcios, depois de merecido descanso do lado oriental do mar vermelho, reiniciaram a marcha rumo ao sul, pelas margens ocidentais da Península do Sinai, à procura de água potável, peixes, caças e pastos para seus rebanhos.
Assim como faziam os beduínos-nômades, já instalados em campo aberto, parados ou em evolução, distribuíram as doze tribos ( Famílias ) para cada grupo, assim como as doze colunas dos templos maçônicos, formando um triângulo, ou seja, três grandes colunas de combate, como faziam, naqueles tempos, os nômades dos desertos.
Na frente, estacionados ou em movimento, instalaram-se a grande coluna dos luminares ( LUZ ), protegida pelos melhores combatentes prontos para qualquer eventualidade, a que denominaram de coluna do Oriente.
Ao noroeste do triângulo, instalaram-se a coluna do Norte, igualmente em constante vigilância.
Ao sudoeste ficou a coluna do Sul. Ambas as colunas do Norte e do Sul, permaneceram em vigília dia e noite a fim de se defender de possíveis ataques vindos da parte do Egito ou de bandos de salteadores.
No centro das três colunas, naturalmente e sem mistério, instalaram-se os anciãos, mulheres, crianças, enfermos, escribas, o grande timoneiro Moisés e o sumo sacertade Aarão, onde discutiam  a elaboração de uma lei severa e forte que, depois de elaborada e promulgada, foi denominada de Lei Mosaica, tendo  esta lei tornado-se insuportável, devido a seu rigor como: Olho-por-olho, nariz-por-nariz, orelha-por-orelha, dente-por-dente e castigo semelhante ao crime cometido. Em face dos clamores de muitos, pedindo uma lei que viesse de Deus e não do homem, Moisés subiu o Monte Sinai para orar ao Criador e pedir inspiração na feitura de uma lei justa e perfeita.
Eis que Deus, na sua bondade misericordiosa, atendeu as súplicas de Moisés, inspirando-o para que, com espirito de justiça, amor e bondade, elaborasse "O Decálogo de Deus",  consolidando desta forma, o sistema politico-teocrático para a Nação dos Hebreus.
O decálogo de Deus, considerado por muitos como a primeira carta constitucional da humanidade - embora reduzida - que veio consolidar o regime teocrático da Nação Israelita, era, sem dúvida, uma reduzida e autêntica constituição Maçônica.

A BARBA:

Pêlos espalhados pelo rosto adornam a face do homem desde os mais remotos tempos, a barba mereceu dos mais variados povos, semitas e não semitas da Antigüidade, tratamento especial. A barba não é apenas um símbolo de masculinidade, virilidade, mas, também, de autoridade e de austeridade moral.
Os Israelitas, povo  ao qual pertencia Aarão, evidenciaram especial estima pela barba e  a ela conferiam forte merecimento, apreciável atributo do varão, que externava pela sua aparência, sua própria dignidade. Os Israelitas, pelo que ela representava, para  demonstrar sinal de dor profunda, chegavam ao ponto de raspá-la.

AS VESTES:

De especial significado litúrgico e ritualístico, eram as vestes daqueles que tinham por missão exercitar atos religiosos, como a unção, o sacrifício, o culto e variava de conformidade com os diversos ofícios religiosos para invocação da divindade.
Havia especial referência pela cor branca nas vestes, fios de lã azul, púrpura e vermelha, de linho fino e de fios de ouro, enfeitado com bordados e estola sacerdotal. Nas representações egípcias contemporâneas ou posteriores ao médio império, os sacerdotes usavam um avental grosseiro e curto, já o sacerdote leitor, usava uma faixa que lhe cobria o peito como distintivo de sua categoria, enquanto que o sacerdote vinculado ao ritual de coroação exibia uma pele de pantera.
No velho testamento presume-se o uso de um avental quadrado, quando se fala na proibição de aproximar-se do altar através das grades, talvez um precursor do avental maçônico.
Então o óleo sagrado era jorrado sob a cabeça da pessoa a ser ungida, descia pela barba e escorria à orla de suas vestes.

O ORVALHO:

O esplendor da natureza oferece a magia do orvalho, que desce das alturas para florir e dar viço às plantas. Nada mais belo e sedutor do que, n o frescor das manhãs, ver como as folhas cobrem-se de uma colcha úmida, onde vão refletir os raios avermelhados do sol que traz a luz.
Na relva se deposita o orvalho, cama verde e amiga, em gotículas que, juntando-se umas às outras, vão nutrir a terra,  dando-lhe o alimento. Parecem espadas de aço ao calor do dia, nas pétalas floridas, formando-se pérolas do líquido cristalino, espelho da vida que exulta ao redor.

O MONTE HERMON:

Trata-se de um maciço rochoso situado ao sul-sudeste do Anti-Líbano do qual se separa um vale profundo e extenso. Apresenta-se na forma de um circulo, que vai de nordeste à sudeste. Explicando um pouco mais, para entender a geografia dessa região que viu nascer a história do mundo bíblico: O Anti-líbano é a cordilheira que se estende paralelamente ao Líbano, separando-o das planícies de Bekaa. De todas as cadeias montanhosas, é a que se posta mais ao oriente, pois se desenvolve do nordeste ao sul-sudeste, por quase 163 quilômetros. Sua extensão e altura são visíveis à partir do Mediterrâneo; Seu ponto culminante é o monte Hermon, com mais de 2.800 metros de altitude, possuindo neve em seu cume, é de lá que o vento traz o orvalho.
Um programa de televisão denominado "Mosaico na TV", trouxe há tempos uma reportagem sobre uma excursão ao vale de Hermon, onde se cultivam cereais e frutos em abundância. Num determinado trecho da reportagem,, quando a câmera focaliza o topo do monte Hermon, o locutor diz: "Se não fosse o orvalho que se acumula no topo do monte e que escorre pelas abas, formando minúsculos, mas inúmeros regatos molhando o vale, ali seria um deserto". Ora, deserto é morte; vale é vida. E é exatamente o que diz o versículo 3: " Ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre. "

O MONTE SIÃO:

Também chamado de monte de Deus, o monte Sião (não que seja santo por si mesmo, mas porque o Senhor o escolhera para ser sua morada), é para todos um refúgio seguro e inabalável.
O orvalho que escorre de Hermon para os montes de Sião, como o senhor ali mora, é dele que escorre o orvalho abençoado e  todas as suas complacências.

A BENÇÃO:

Tudo que é bom e lhe é agraciado. Em Hebraico, seu significado é "berakak" palavra que deriva de "Berek" que por sua vez significa joelho. Note-se a relação entre uma e outra palavra, porque, sendo a benção a invocação da graça de Deus sobre a pessoa que a recebe, deve ser colhida com  humildade, portanto, com os joelhos  em terra, reverenciando respeitosamente.
Para os Semitas, benção possui força própria, e por isso, é capaz de despertar a sua potencialidade energética de produzir a saúde, palavra que se acha envolvida por vibração, carregada de energia dinâmica e magia.
"O onipotente te abençoará com a benção do céu, com  as bênçãos do abismo, que jaz embaixo, com as bênçãos dos seios maternos e dos úteros".
(Gênesis 49:25)

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